Ontem eu ia fazer um post fofo de Halloween e declarar que, daquele dia em diante, só sairia de casa levando um pote de Whiskas Temptation na bolsa, para o caso de me deparar com algum gatinho preto subnutrido na rua, especialmente em datas tão fatídicas quando a véspera do Halloween. Isso porque quando eu voltava dum restaurante japonês nessa sexta, vi um gato lindo na rua, preto de olhos amarelos quase sobrenaturais. Tentei levá-lo para casa, mas como não tinha nada a oferecer, ele fugiu e eu fiquei tendo pesadelos com coisas que as pessoas fariam com gatos pretos numa véspera de dia das bruxas). Meu coração tá ficando mole e eu não consigo mais ver gatinhos andando por aí sem querer adotá-los de forma completamente inconseqüente e pouco recomendada... Enfim, fiquei torcendo para que o gato preto de olhos sobrenaturais tenha sorte nessa vida e, assim que cheguei em casa, agarrei meus pançudos e enchi de beijos, feliz em saber que eles estavam bem alimentados e seguros, no aconchego do lar.
Mas eis que ontem, Halloween, algo parou meu coração, muito mais do que a preocupação pelo tal gatinho preto.
Eis que estava eu no shopping xeretando modelos de arranhadores e comprando maquiagem quando meu irmão (por parte de pai) me liga:
- Ju, o que um gato precisa ter??
- Ah, primeiro tem que proteger a casa, colocar rede, ver se não tem nenhum lugar perigoso que ele possa se esconder ou se machucar...
-Tá, mas fora isso, o que precisa de ração, e essas coisas?
- Bom, o principal acho que é comida, potinhos de comida, caixinha de areia com pázinha e uma caminha... E caixinha de transporte, mas dependendo do caso eu posso emprestar. Por que vc tá me perguntando isso? (foi aí que eu temi a resposta)
- É que aconteceu um negócio muito estranho (risos e foi aí que eu entrei em choque)
- Não vai me dizer que vcs arranjaram um gato??? (imaginando e
m que realidade paralela meu pai deixaria meu irmão levar um felino para casa)
- Pois é...
Nesse momento caiu a ligação e eu comecei a rir histérica no meio do pet shop. Não sabia se estava rindo de nervoso, de preocupação com o futuro do felino, de incredulidade ou se estava tendo uma síncope. Agora vejo que devo ter feito o Caio passar vergonha e que, sim, eu estava tendo uma síncope! Saí do pet shop, sentei pra respirar e organizar as idéias e, depois de um tempo perambulando sem rumo, liguei pro meu irmão pra saber como isso aconteceu (meu pai sempre ODIOU gatos, pro meu profundo desgosto). Vocês devem achar que é exagero da minha parte, mas eu realmente pensei que estava tendo alucinações... Até agora não consigo acreditar!
Enfim, o gato se chama Fred (Krueger, por causa das unhas afiadas), mas também é conhecido como Frederico ou "catotinho da tia" e ele de fato existe e mora sob o mesmo teto de meu pai. Fui conhecê-lo ontem e já passei todas as coordenadas de ração, veterinário, segurança e brinquedinhos porque afinal eu sou a tia babona! E meu pai, pra não perder a pose, disse que trouxe o felino para casa pois meu irmão realmente tinha gostado dele e que o gato tinha olhos de gente e que ele nem parecia gato... Tudo pretexto que eu sei! Olha só o catotinho da tia dormindo no braço do avô:
E aqui também temos o catotinho escalando o tio Caio (note o olhar de desprezo da Tina):
E por fim, o catotinho com a tia babona:
Hoje vou até ligar pra saber como foi a primeira noite dele em casa e confesso que estou meio preocupada com o futuro do Fred num ambiente que, até então, era bem hostil para felinos. Mas mesmo assim, tem aquela parte de mim, a parte que insiste em ser esperançosa, dizendo "Yes! Se até meu pai viu que gatos são adoráveis, os felinos podem sim conquistar o mundo!"
E me tranquiliza saber que o gato é do meu irmão: tenho certeza que ele cuidará direito do catotinho e que, se precisar de ajuda, ele sabe que tem refúgio aqui na casa da tia Ju hehehe
Enfim, se o mundo não acabar depois deste evento, garanto a todos que eu serei a tia mais feliz e boba do universo!!!
Bjos e bom feriado